Cabanha Dedo Verde no Globo Rural - Parte 1 - Parte 2
Globo Rural gravada na Cabanha Dedo Verde em 05 de novembro de 2006
Reportagens
Arco Jornal - Junho/Julho 2008
Ovelha também dá leite!
Isso
mesmo. Embora um bom número de pessoas ainda desconheça, ou não dê a esta
atividade a importância que ela comprovadamente vem conquistando no Brasil, a
ovelha, além da lã e da carne, também é uma excelente produtora de leite.
E com esse leite diferenciado é produzida uma infinidade de derivados. São produtos requintados, que se destinam a um novo e crescente mercado que já chama a atenção das pessoas. E entre os produtos que são fabricados com o leite produzido especialmente pelos ovinos da raça Lacaune, estão os queijos Roquefort, Feta, Serra da Estrela, Pecorinos, ricota fresca e iogurtes, entre outros.LEIA MAIS
O assunto interessou? Você quer criar e produzir leite e derivados?
Pois
saiba que para começar nesta atividade não é preciso montar, logo de repente, um
plantel selecionado e formado somente por exemplares de raça pura. Um novo
criador pode muito bem começar seu rebanho por absorção, o que torna mais fácil
o ingresso neste segmento, ainda novo no Brasil.
“Normalmente indicamos a absorção com a utilização de machos selecionados para a produção de matrizes comerciais, uma vez que esta é a forma mais econômica de se obter boas ovelhas de leite”, ensina Márcio Aguinsky.LEIA MAIS
Produtores de carne de javali, geléia de pimenta e outras iguarias aproveitam o crescimento da culinária sofisticada no País
Marianna Aragão
Eles estão na ponta menos glamourosa do mercado de luxo,
que movimenta R$ 40 bilhões por ano no País. Mas nem por isso deixam de tirar
sua casquinha em um campo de negócios em franca expansão. Produtores de
ingredientes especiais como carne de javali, queijo de ovelha e especiarias,
os produtores agrícolas que resolveram investir na alta gastronomia hoje
crescem rápido e abastecem restaurantes e empórios do circuito de luxo nas
principais capitais do País.
O gaúcho Paulo Aguinsky, dono da Lacaune Queijos, é um exemplo de quem
enxergou oportunidades no mercado de luxo. Durante oito anos, ele pesquisou o
mercado, a produção e até importou ovelhas francesas. Em 2000, lançou uma
linha de queijos. O objetivo, segundo Aguinsky, era atender à demanda de
restaurantes da alta gastronomia do eixo Rio-São Paulo, que só encontravam o
produto no exterior. "São clientes que não pensam no custo do produto, apenas
na qualidade."
Sete anos depois, a empresa de Viamão (RS) vende todas as 1,5 mil toneladas de
queijo que produz mensalmente para poucos - e sofisticados - compradores, como
os restaurantes Casa Fasano e Oliva, o hotel Unique e o empório Casa Santa
Luzia. "Já recusamos clientes por não ter produção para atendê-los", conta
Márcio Aguinsky, filho do criador da empresa e hoje gerente da Lacaune.
A demanda qualificada - 80% da produção vai para restaurantes de alto padrão -
garantiu o crescimento de 20% a 30% nos últimos três anos. "A alta gastronomia
tornou-se responsável pelo tremendo aumento do negócio."
Nos últimos anos, o mercado de luxo no Brasil cresceu a 6% ao ano, segundo
estudo recente da MCF Consultoria. "A gastronomia tem um papel importante
nesse resultado, mantendo um ritmo de expansão acima da média dentro desse
universo", diz o consultor Carlos Ferreirinha, da MCF. Ele acredita que esse
movimento criou oportunidades para os pequenos produtores, que oferecem os
produtos artesanais que chefs de cozinha e apreciadores da gastronomia
procuram.
Produtora de carne de javali, a paulista Temra destina toda sua produção -
hoje, em sete mil quilos por mês - a restaurantes em São Paulo, como Vento
Haragano, Barbacoa e Fasano. "Só atendemos a esse mercado selecionado", diz
André Fleury Alvarenga, um dos sócios da pequena empresa familiar,
administrada por cinco irmãos em Araçariguama (SP). Para incrementar o
faturamento, uma parceria com chefs de algumas renomadas casas foi criada. Por
meio dela, os cozinheiros se reúnem com os técnicos da companhia para produzir
um produto exclusivo para o restaurante - que pode ser um novo corte ou um
tratamento diferente dado à carne. "Por sermos menores, temos versatilidade
para adaptar os produtos", afirma Alvarenga.
Outra pequena produtora da cadeia de luxo, a Companhia das Ervas também passou
a desenvolver produtos específicos para cozinhas de restaurantes em São Paulo.
Além dos contratos exclusivos, ela também abastece empórios de alimentos finos
e o Pão de Açúcar.
Há 13 anos no mercado, foi nos últimos dois que a empresa sentiu uma virada no
negócio. "Houve uma quebra na barreira em relação ao consumo de nossos
produtos", diz o gestor de produtos Cláudio Cury.
A produção, que inclui ingredientes nobres como pimenta rosa, aniz estrelado e
geléia de pimenta e canela, passou de 30 mil para 50 mil unidades por mês. O
faturamento cresceu 15%.
Para o chef de cozinha e presidente da Associação Brasileira de Alta
Gastronomia, Jorge Monti, os pequenos produtores são o "tempero" da alta
gastronomia. "Só eles podem trabalhar de forma artesanal e em pequenos volumes,
do jeito que nós, chefs, precisamos."
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071113/not_imp79657,0.php
O vídeo abaixo mostra reportagem do Globo Rural gravada na Cabanha Dedo Verde em 05 de novembro de 2006. A reportagem mostra os programas de transferências de embriões desenvolvidos na Cabanha com as raças Texel, Lacaune Lait e Dorper.
Cabanha Dedo Verde no Globo Rural - Parte 1
Cabanha Dedo Verde no Globo Rural - Parte 2